Que bicho audiovisual é esse, o tal do documentário?

Cinema, Vontade de falar sobre

pcnn-07-painel

Talvez boa parte de nós tenha tido contato pela primeira vez com este gênero cinematográfico nas escolas. Professores de sociologia, filosofia, artes, geralmente utilizam o recurso audiovisual para iniciar um debate em sala de aula e explorar melhor um tema. Me arrisco a dizer que “Guerra do fogo” e  aquele do dedo opositor, “Ilha das Flores”, tenham sido os documentários mais vistos pelos brasileiros.

Não existe consenso entre os teóricos do cinema se o documentário surgiu lá no início do cinema com os irmãos Lumiére captando imagens do cotidiano, ou somente na década de 1920 com os primeiros filmes do americano Robert Flaherty e o soviético Dziga Vertov.

O americano realizou uma verdadeira expedição e lançou o filme Nanook of the North em 1922 e conta a vida de uma família de esquimós. Vertov cria a noção de cine-verdade que é uma resposta aos filmes de ficção que para ele não têm valor. Assim fazia seus filmes com cenas do cotidiano da sociedade soviética.

Independente de quais as raízes do documentário, o fato é que ele surgiu e continua com uma característica muito forte: mostrar a realidade. Mas qual será a realidade vista nesses tipos de filmes?

Essa é outra discussão um tanto quanto polêmica no meio cinematográfico. Documentaristas bradam sua diferença em relação à ficção, afirmando que nas histórias não documentais há muita fantasia. O que não aconteceria no gênero aqui discutido.

Apesar de trazer à tela pessoas e histórias reais, o documentário não deixa de ser uma leitura da realidade. Vemos em cada filme documental o olhar do diretor sobre o tema tratado. Não tem como não haver interferência quando emolduramos uma locação, quando escolhemos os entrevistados que participarão do filme, quando escolhemos trilhas, GCs e tudo que envolve a produção do documentário.

Nas últimas décadas, porém, ficção e documentário estão cada vez mais convergindo e nos apresentando novas linguagens. Eduardo Coutinho, tido como maior documentarista brasileiro, testou em Jogo de Cena essa mistura de ficção e realidade.

Na entrevista com o cineasta potiguar Buca Dantas que fizemos para o finado blog Na toca tem, ele explica a importância do gênero no Brasil, dá dicas para os novos documentaristas e ainda analisa a veia documentarista que o Rio Grande do Norte parece ter. Assista:

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s